Amor é reciprocidade, o resto é paixão

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Há uns dias atrás, veio uma ideia iluminada na minha cabeça, porque às vezes tenho esses momentos que chego a constatações que mudam minha vida: amor se trata de reciprocidade, o resto é paixão. E não falo só sobre o lado romântico, mas sobre tudo.

É difícil demais ser apaixonado por alguém que não sente o mesmo de volta. Por vezes, nos perdemos tão profundamente na simples ideia que temos de outra pessoa que não percebemos que estamos esquecendo a pessoa mais importante de nossas vidas: nós mesmos. Parece que esquecemos que tem outras coisas acontecendo ao seu redor e a maioria delas não envolvem ninguém mais.

Acredito eu que, para amar uma pessoa, além de se amar primeiramente, é preciso conhecê-la. O conceito de amor à primeira vista é muito bonito, mas é irreal. Paixão à primeira vista, no entanto, é comum demais. E o problema consiste justamente em confundir essas duas coisas.

Fazendo uma releitura de Armandinho: não dá pra viver nessa vida morrendo de paixões. Machuca demais, é ilusório e temporário. No entanto, é possível sim viver nessa vida de amores, que são poucos, mas que são válidos.

Amar quem nos ama é mais simples, mais natural. Forçar um sentimento em outro indivíduo é tóxico, faz mal a ambas partes e leva a muito sofrimento e frustração. Reciprocidade é a chave, o resto é só clips entortado tentando abrir uma porta.


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