A importância dos "livros de menininha"

22:04



Dia desses, minha amiga me indicou um livro. Chicklit, claro, porque sabe que eu adoro. Tenho uma parte só desse gênero na minha estante, e ela já está cheia. Pois bem, em meio a uma semana de provas e eu cheia de compromissos, devorei o livro. E, como sempre, ao terminar, fiquei refletindo sobre: parte sobre a história, parte sobre como eu era burra por terminar tão rápido.

Como de costume, procurei enxergar umas falhas no livro. Coisas que poderiam ser melhoradas no enredo e essas chatices de quem é literamaníaca. Eis que me lembro de como a protagonista deu outra chance para o cara que a assediou no primeiro encontro, de como o final foi típico de novela da Globo. Mas, enfim, sabe como é? Nem sempre um escrito vai te atender perfeitamente.

A questão que eu quero discutir, no entanto, é a influência dos chick-lits na vida das meninas pré-adolescentes e até mesmo adolescentes. Eu aprendi, me emocionei, chorei, ri, cresci com livros assim. Então, acreditem em mim quando eu digo que sei bem como eles são. Esse, por exemplo, me fez analisar sobre a idealização de pessoas, tema bem recorrente na minha vida nesse momento. E, julguem se quiser, mas eu realmente acredito na importância dos “livros de menininha”.

Agora, com 16 anos e ideias mais bem formadas na cabeça, não me deixo levar muito pelo que as autoras fantasiam em suas obras. Aprendi a filtrar as informações, coisa que muitas garotas não fazem (e, vamos combinar, nem sabem como fazer). Porque quando você tem 12 anos e uma escritora não problematiza um relacionamento abusivo, muitas vezes você nem o enxerga como tal.

O que eu quero nesse texto é fazer um wake up call para todas as pessoas sobre esse tema. Seja para as que escrevem visando o público jovem feminino, para as que leem ou as que só observam.
Nós, quando mais novas principalmente, levamos muito em conta o que algumas linhas nos transmitem. O exemplo mais claro disso é a famosa imagem do homem perfeito, que vai entrar na nossa vida com um cavalo branco e rosas na mão. Acreditem se quiser, mas quando se tem 13 anos, isso é o que se espera da realidade.

Por isso, acho que todos devem se preocupar com o que transmitem para as moças por aí. Denunciar, problematizar, discutir temas da vida real é importante. Quando eles estão mascarados com uma dose de humor típico da protagonista, com o charme do parceiro maravilhoso dela, nós absorvemos mais fácil. Não fica aquela chata, monótona de ler. Acompanhar um enredo divertido mas que também te faz refletir é maravilhoso. Ah, e sejamos sinceras, os chick-lits são os melhores para relaxar, dar boas risadas e ficar sonhando acordada.



PS.: Tô aceitando indicação de livros assim, viu?

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