Se percebendo: auto conhecimento e mudanças

21:28


Essa semana passei por uma situação que me deixou pensando por um dia inteiro: me assumi como a única feminista em uma sala de 50 pessoas. Em uma sala de adolescentes, considero normal visto que às vezes muitos tem medo de "levantar bandeira" e sempre existe a tal da insegurança. Se fosse um ano atrás,  provavelmente eu não levantaria a mão quando o professor perguntou "quem é feminista declarada?". Não porque eu era menos feminista ou algo do gênero, apenas porque eu tinha vergonha de assumir pro mundo real o que eu realmente sentia.

Então, quando fui a única a levantar a mão naquela sala, algo aconteceu comigo. Não sei explicar ao certo, é uma daquelas coisas que só quem sente sabe. Eu senti. E eu não sei brincar de sentir, porque minha alma de escritora e jornalista me faz pensar em tudo: nos significados, na importância, na evolução. Que eu quero muito compartilhar com qualquer um que esteja lendo esse texto, porque talvez ele te mude. Ou talvez ele te faça questionar algo que você nunca pensou sobre. Ou ele plante uma semente na sua alma. Ou pode ser também mais um desperdício de tempo. A decisão é sua.

Quem me vê nas redes sociais, deve pensar que sou uma pessoa extremamente comunicativa e me envolvo em discussões argumentativas o tempo todo. Mas, na realidade, é bem diferente, garanto. De fato, adoro debater assuntos e tenho um lado extremamente dramático, típico de minhas expressões faciais e gírias. Mas é a tal de intimidade que me faz assim. Eu prefiro, na maioria das vezes, não me expressar com desconhecidos.

Toda essa questão me fez analisar tudo que está acontecendo comigo em relação a meu crescimento como pessoa e ser espiritual. Afinal, como eu pude ir de menina que nem levantava a mão para perguntar algo para uma que assume seus ideais no meio de todo mundo?

As coisas não mudam de uma hora para outra, há um processo. Mas chega em um momento em que analisamos o caminho que percorremos e nos damos conta da tamanha mudança que fizemos em nós mesmos. E é incrível!

No cotidiano, acabamos passando desapercebidos sobre o que acontece com nosso interior.  Por isso, defendo que precisamos sempre tirar um tempo pra nós mesmos. Desconectando do celular, escrevendo, meditando ou seja lá qual for o método que funcionar para você.

Hoje em dia, a ideia de auto conhecimento é muito pouco difundida, refletindo também no amor-próprio das pessoas e nas crises emocionais. Porque quando não se conhece a si mesmo, os sentimos são embaralhados, não fazem sentido e não entendemos. Não percebemos as mudanças, o que extremamente danoso para nossa auto-estima e relacionamentos.

Ou, às vezes temos auto-conhecimento mas não sabemos ao certo como enxergar as mudanças. Ou até mesmo as menosprezamos, porque elas parecem tão insignificantes. Não são, eu juro. Talvez sua mudança possa parecer pequena para você, mas nunca é. Porque todo passo, por menor que for, ainda é um passo, sabe? 

Se conhecer e ver o seu próprio crescimento é uma tarefa árdua e que requer muita maturidade emocional. É difícil e se configura como um processo lento. Mas vale cada segundo. Eu, por mais que fale sobre o assunto, não me conheço por completo e acho que nunca o farei. No entanto, o desconhecido me atrai. Sou curiosa e gosto de explorar. Existe coisa melhor para explorar do que a si mesmo (a)? 

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