Sobre VMA e rivalidade feminina

18:08

#GirlPower

Já tem mais de uma semana que o VMA (Video Music Awards, premiação de música da MTV) aconteceu. Sei bem disso. Mas demorei um tempo para formular umas ideias e passá-las para cá, por isso, perdoem minha demora.

Há algum tempo atrás, por um mal entendido, houve uma discussão no Twitter entre Taylor Swift e Nicki Minaj. Enquanto Nicki falava sobre o lugar desprivilegiado da mulher negra na indústria musical, Taylor entendeu como uma indireta para ela, que foi indicada com o vídeo de "Bad Blood". Bom, não estou aqui para explicar isso, então deixo um link para uma explicação melhor.

Tá, mas e aí? Na mídia, as notícias se perdem com a mesma velocidade que vem à tona. Porém, esse assunto se estendeu por mais um tempo, depois que elas abriram a premiação juntas no dia 30 de agosto. Como assim? Não era pra elas estarem se odiando? O que aconteceu com todas as indiretas rudes que deveriam ser trocadas entre as duas cantoras?

E é aí que o assunto principal desse texto entra. Rivalidade feminina é um resultado angustiante de toda essa pressão que é colocada sobre nós. Devemos ter o corpo perfeito, nos comportar como ladys e nos limitarmos ao espaço destinado a nós. Desde pequenas, essa cultura é enfiada a força em nossas mentes e o pior de tudo é que não notamos. Quando percebemos, já estamos chamando Taylors e Nickis de "falsianes" por superarem essas barreiras, por se desculparem e voltarem a uma convivência pacífica. Ninguém é obrigado a guardar ressentimento, não é mesmo?

É. Mas diariamente, convivemos com situações que só incitam a inimizade entre mulheres. Sua amiga está mais magra (alô, padrão de beleza imposto!) e de repente cresce em você uma antipatia. Sua colega de trabalho está passando as férias no exterior e que ousado você ficar feliz por ela! Onde já se viu isso? Em que lugar do mundo as pessoas ficam satisfeitas com o sucesso do outro? Que absurdo!

Só. Que. Não. 

Com todas as expectativas que colocam em nossas costas, a ideia de ficar "pra trás" nos arrepia. Não queremos ser as últimas a nos dar bem na vida. Por isso, ver uma conhecida com ótimas oportunidades dá aquele sentimento estranho. Ele, então, por influência de nossa criação, se torna em antipatia, ódio, inveja. E é aí que o problema nasce. 

O problema nasce, cresce e vira posts ridículos nas redes sociais. Vira tristeza, depressão, ansiedade. Vira falta de motivação. E nesse meio, nós, mulheres, viramos inimigas. 

Mas ei, está tudo bem você ficar orgulhosa da sua amiga, tia, avó, mãe, sobrinha e etc. Você pode compartilhar a alegria com sua colega de trabalho, de escola, de faculdade. Ei, não precisa tratar todas as mulheres do mundo como rivais. 

Talvez você se interesse por

1 comentários