O que NYC me ensinou

20:07



Desde que saí de solo brasileiro para passar duas semanas na cidade dos meus sonhos, fiquei pensando nesse post. Já estava nos meus planos aprender com minha viagem, eu estava com sede de aprendizado. Aquele aprendizado que só se adquire quando coloca as roupas na mala e se aventura sozinha em outro país, quando tira a máscara da vergonha e coloca a cara no mundo.

E eu coloquei. Me abri para novas experiências e novas pessoas. Deixei que aquele ar nova iorquino tomasse conta dos meus pulmões e elevei minhas esperanças em relação a tudo. Se tenho que me arriscar pelo menos uma vez na vida, então é melhor que eu o faça em Nova York. Porque na cidade grande, nada machuca.

Aqui no Brasil, me acostumei com uma rotina e sei como devo fazer cada coisa. Sei que roupa colocar assim que vejo o céu, sei dos melhores horários para ir ao shopping, sei como chegar nos meus cantos favoritos (na maioria das vezes), o que faz com que tudo já esteja no automático. No intercâmbio, fui obrigada a ativar meu modo manual e me preparar para enfrentar muitas aventuras a cada dia que nascia.

Aprendi que a felicidade pode ser encontrada em qualquer lugar: no vento que balançou meus cabelos no cruzeiro para Liberty Island, na vista do American Museum of Natural History, no nascer do sol que assisti no último dia, no gramado do Central Park. E ah, como essa felicidade é plena! Os que me conhecem sabem que romantizo momentos, mas esses que vivi nas duas últimas semanas de julho não precisaram ser embelezados. Eles eram belos por si só.

Também conheci pessoas que quero levar para a vida toda. Abri um espaço na alma e no coração para cada uma delas. Espero que elas encontrem conforto no amor que estou disposta a dar. Espero que se mantenham por perto, porque foi com elas que compartilhei a melhor experiência da minha vida.

Por fim, aprendi também que a nossa casa é onde nosso coração está. Fui, mas deixei partes de mim: minha família e meus amigos. Que também se fizeram presentes, por meio de mensagens, chamadas de vídeo e pensamentos.

Prometi para mim mesma e para NYC uma útlima coisa: "Eu volto".



Since I left Brazilian land to spend two weeks in the city of my dreams, I had been thinking about this post. It was already on my plans to learn something with my trip, I was thirsty for knowledge. That knowledge you only acquire when you pack your clothing and go on an adventure in another country, when you take out the shame mask and show your face to the world.

And I showed. I opened myself for new experiences and new people. I let that new yorker breathe into my lungs and put my hopes high in relation to everything. If I have to risk myself at least once in my day, I might as well do it in New York. Because in the big city, nothing hurts.

Here in Brazil, I got used to a routine and I know how should I get things done. I know which clothes to wear at the moment I see the sky, I know the best times to go to the mall, I know how to go to my favorite places (mostly), which makes everything be in automatic mode. In the exchange program, I was obligated to activate my manual mode and prepare myself to face lots of adventures each day.

I learned that happiness can be found anywhere: in the wind that shook my hair in the cruise to Liberty Island, in the landscape view of American Museum of Natural History, in the sun rise I watched on my last day, in Central Park grass. And oh, how complete is this happiness! Those who know me, know that I like to romanticize moments. but those I lived in the last two weeks of July didn't need to be embellished. They were beautiful for themselves.

I also met people I want to take with me for my whole life. I made room for each one of them in my soul and in my heart. I hope they feel comfort with the love I'm willing to give. I hope they keep in touch, because with them I shared the best experience of my life.

In the end, I learned that home is wherever your heart is. I went, but did leave some parts of me: my family and friends. Who made themselves close by messages, video calls and thoughts.

I promised NYC and myself one last thing: "I'll come back".

Talvez você se interesse por

0 comentários