Resenha: Deixe a Neve Cair

20:17



Sim, é real. Estou fazendo uma resenha. Depois de tanto tempo sem, as resenhas voltam a dar o ar da graça nesse blog. Escuto aleluias, e posso jurar que ainda não estou louca. Uau, sou muito engraçada mesmo.

Brincadeiras a parte (ou não, nunca se sabe né, vai que...), resolvi resenhar porque é um dos melhores livros que já li na vida. E olha, eu já li um bom tanto. Sou suspeita porque young adults me atraem de um jeito inexplicável, mas olha, garanto pra vocês, é muito bom.

Depois de terminar a saga de Maze Runner, eu embalei nos meus livros. Até porque ler livro de saga é um processo mais lento e tudo mais. Como vocês sabem, deixei minha marca na Bienal esse ano, assim como eles deixaram uma marca na minha carteira. Comprei seis livros e estou fazendo valer meu investimento. Uma semana, três livros. O sistema é bruto.

Antes de tudo, vocês que ainda não leram, precisam entender o universo do livro então tá aí uma sinopse pronta na base do ctrl c ctrl v pra vocês:

Quando o trem que deveria levar Jubileu para a Flórida atola na neve, ela decide se aventurar do lado de fora, por sorte, encontra uma lanchonete aberta, a Waffle House, onde conhece Stuart, um rapaz que ainda não se recuperou totalmente de um coração partido.Enquanto isso, Tobin e seus amigos JP e Duke, estão curtindo a véspera de Natal escondidos em casa, assistindo a uma maratona de James Bond. Mas, apesar da nevasca, os três decidem enfrentar a noite fria e seguem para a Waffle House da cidade - ou assim eles pensam. Já a vida de Addie parece miserável desde o término do seu namoro. Agora, um dia depois do Natal, ela precisa provar que não é egoísta - e vai fazer de tudo para cumprir uma promessa, mesmo que isso signifique enfrentar o passado.

O primeiro conto, Expresso Jubileu, por Maureen Johnson, é, em termos de história, meu favorito. A história dele é extremamente envolvente e eu terminei em metade de um dia. Jubileu, é extremamente divertida e autêntica, e essas são características que prezo bastante, tanto em personagens quanto em pessoas do (triste e não tão fabuloso) mundo real.

Como gostei bastante da narrativa da Maureen, acho que vou procurar mais sobre o trabalho dela. É realmente muito bom. Não posso prometer milagres, mas se você não gosta de ler, pode ser que se apaixone só ao ler esse conto. 

Uma parte que gosto bastante é a introdução de Jubileu, deixo vocês com ela:

"Antes que eu leve você para o âmago da ação, vamos esclarecer uma coisa. Sei por experiência própria que, se surgir mais tarde, vai distraí-lo tanto que você não conseguirá se concentrar em mais nada, garanto.
Meu nome é Jubileu Dougal. Pare um momento para absorver a informação.
Viu, quando a recebe logo no início, não é tão ruim."

Obs.: Tem mais dessa introdução fantástica, mas vou deixar pra quem vai ler e não estragar a surpresa.

O segundo conto, O Milagre da Torcida de Natal, por John Green, é, em termos de personagem, meu favorito. Eu tenho essa master crush por personagens do JG, acho que isso é o que me fez adotá-lo como escritor favorito (boatos que alguém está pra substituí-lo, ops). E a minha personagem favorita sempre foi a Alaska Young, de Quem é você, Alasca? (Looking for Alaska). Mas aí uma tal de Duke entra na minha vida e CABUM! Ao final do conto, concluo que o posto de "melhor personagem" acaba de ser transferido pra personagem de um conto. Repito, um conto. Isso é muito doloroso, devo dizer a vocês, porque você tem tipo cem páginas da história dela. E acabou. É, fui feita pra sofrer.

Pra falar mais sobre meu amor por Duke, eu deveria dar spoilers. Mas não sou dessas. Então, deixo vocês com um trecho que eu gosto muito:

"Quer saber? Isso é machista. Está bem? Eu odeio ser, tipo, a defensora das meninas e tal, mas quando vocês passam tipo a noite toda falando sobre pegar garotas porque elas usam minissaias ou sobre como os pompoms delas são sexy e tal. É machista, está bem? Líderes de torcida do sexo feminino vestindo roupinhas bonitinhas que são a fantasia dos homens, machista! Simplesmente presumir que elas estão morrendo de vontade de ficar com vocês, machista! Entendo que vocês estão, tipo, explodindo com uma necessidade constante de se esfregar na pele de uma garota, mas podem ao menos tentar falar um pouco menos disso na frente?!"

O terceiro conto, por Lauren Myracle, é, em termos de desenvolvimento de personagem (aka character development), meu favorito. O desenvolvimento da personagem Addie é extremamente notável, até porque esse foi o objetivo da autora. Ela passa de uma menina egoísta pra uma que faz tudo por quem ama. É lindo, sério. Admiro muito a Lauren por conseguir fazer isso.

O final, no entanto, é minha parte favorita. Porque tudo se conecta. Só vou falar até aqui, pra não dar spoiler. Mas olha, eu estava tão animada ao ler que me conter fisicamente tornara-se uma tarefa difícil.

O trecho final, que serve pra tudo:

"Todos temos defeitos, querida. Cada um de nós. E, acredite em mim, TODOS cometemos erros"



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