Ruas de Floripa

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Eu te vejo em cada esquina, em cada bar que passa embaçado pela janela do carro. Tudo se desfoca e vejo você. Está rindo, ah, como eu amo essa risada. Do modo mais clichê e estúpido de dizer, era ela como um raio de sol quando tudo estava escuro. Ela costumava surgir das minhas idiotices. Eu sei que elas são muitas mas nada se compara a idiotice de te amar. Agora a cada passo que eu dou no parque, ou em qualquer outro lugar por essas ruas de Floripa, eu me lembro de você. Lembro de mim, também. Não sei o que é pior. A minha mente tenta ignorar a lembrança de nós dois. Não existe mais nós. Afinal, alguma vez já existiu? Isso não é justo, ou talvez seja. Talvez seja minha punição por acreditar que alguma coisa boa poderia dar certo. Você era a minha esperança. Depois de tudo ter se esvaído e eu estar completamente no chão, você me apareceu. Eu tenho saudades e elas não são poucas. Por isso, eu te vejo a cada esquina, em cada bar que passa embaçado pela janela do carro.

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