Entre o natural e o urbano

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Honestamente, eu prefiro o urbano.Praia não é meu forte, sou mais as grandes cidades. Mas esse não é um texto de prós e contras, porque de todo jeito, os fãs do naturalismo ganhariam. Esse é um texto de metáforas. E começo agora com a primeira metáfora: todos nós somos cidades. Nós somos construídos, moldados, influenciados pela mesma coisa: a humanidade. Cada pensamento nosso que muda, que se desvia. Cada movimento que fazemos. É tudo extremamente calculado com o medo constante do julgamento da sociedade seletiva que vivemos hoje.
Muitos falam que não se deixem influenciar, que não ligam para o que os outros pensam, mas é tudo uma mera ilusão, infelizmente. Sempre tem aquele momento que repensamos nossas ações com medo do que as pessoas irão falar. E é sempre assim. Muitos passam a viver disso. Tão preocupados, tão aterrorizados por medo de serem julgados. O medo passa a consumir. Uns vivem miseráveis, com vidas controladas e moldadas pelo pensamento da sociedade e outros, ficam doentes. Mas, a maioria passa a ser o que julga por fobia de ser o que é julgado.
Assim como de modo literal, as cidades estão tomando conta das reservas naturais. Esse molde de ideal que tanto admiramos está destruindo. Destruindo pessoas. Destruindo mentes. Simplesmente, destruindo.
"A normalidade é como uma estrada pavimentada. É confortável de se andar mas nenhuma flor cresce nela" Vicent van Gogh.

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